terça-feira, 18 de novembro de 2008

Prostração

Fitando o Vale,
Esquecido do Tempo,
O Dragão perscruta a Névoa Negra
De ameaças e emboscadas
O Deserto árido onde Meu Senhor Seth me desafias,
Acoitado em cada prega do arenoso solo
Infértil

Anpu,
Senhor Meu Amado!
Sê meus olhos!
Sê minhas mãos
Tacteando o Vazio diante mim!
Sê paciência em mim
Na longa espera!

Quem são os rostos que chegam 
E logo partem?
De quem são os olhos que observam e nada vêem?
De quem são as mãos que não tocam?

Os passos idos e vindos
As veredas perdidas 
Em bosques de encantamentos
E ilusões!

E ganas de gritar todos os Silêncios do Mundo!!!

Quebradas as Asas,
Arreado e destroçado,
O Dragão fita a planura 
Dum Vazio imenso.

Impossível planar
Sobrevoar os Verdes Prados 
As Escarpadas Montanhas
Os Picos Nevados.

Interdita a escapada.

... ... ...

A agonia de assistir!
Impotente!!!

8 comentários:

Leandro disse...

Digno de aplausos!

ManDrag disse...

Salve! Lean
Obrigado, meu lindo.
Abraço.
Salutas!

São disse...

Os mais rasgados e infindos gritos são os que nos rasgam por dentro.
Abraço-te.

ManDrag disse...

Salve! São Amiga
Feliz pela tua visita.
Abraço grande.
Salutas!

Paulo disse...

Aplaudo-TE de pé em tom M.A.Y.O.R.

Vou a correr treinar, pois quero escrever tão bem como tu...

Ah... e também quero ser lindo, como o Leandro.

:))

Abraço-TE M U I T O

ManDrag disse...

Salve! Meu querido Paulo

Bem-hajas pelos aplausos e pela presença constante.

Tu também escreves bem, meu lindo. Apenas tens de continuar a escrever como TU.

Meu Coração de Dragão te abraça.

Salutas!

São disse...

Vim reler.
Fica bem.

ManDrag disse...

Salve! São Amiga
Volta sempre que a vontade e a lembrança te peçam.
É sempre uma satisfação saber que os nossos trabalhos pedem novas leituras.
Fica bem, também!
Beijos.
Salutas!