segunda-feira, 16 de março de 2009

Mergulho

O Dragão estendeu as Asas
Rugiu
E lançou-se ao Alto em Voo!

Ao se erguer,
Com as garras esventrou o Pico da Montanha
Arrancando rochas que despencaram encosta abaixo.

Subiu no imenso Azul
E mergulhou a pique

Lá em baixo era o Profundo Oceano...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O Poder do Amor

Agrilhoado

Amordaçado

Estropiado e atirado ravina abaixo,
Jazendo no fundo abismo

Asas quebradas,
Impedido de voar, mas não de sonhar

Espancado e torturado, manietado,
Mas não subjugado ou dominado,
Pois poder algum nos Céus ou na Terra cala um Coração que fala com Amor.

Prevalecerei!

A Vitória será minha! Será nossa!!!

A Felicidade...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Encruzilhada de Abismos

Cai a noite,
Desce seu manto gelado
Sobre um dia que não conheceu o Sol.
A quietude é um espasmo do Tempo.

Dois olhos espreitam entre as nuvens,
Vestes dum cruel inverno,
O frio crepita nos dedos que afastam os Véus
Cautelosamente,
Como se a emboscada estivesse montada.

O Dragão suspende a respiração
Espera o sinal
A leve brisa lhe trazendo aromas de longínquas paragens

A respiração da Terra
O brando pulsar duma vida ressurgindo da longa hibernação.
O despertar numa encruzilhada de abismos.

Os sentidos alerta.
As asas em tensão.
A espera que não pode ser expectativa.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Nova Aurora

E entre o negro viscoso,
Que minhas asas haviam tolhido antes,
Ao longe um fulgor ténue cintilava.

Sua Luz era uma carícia em minhas fauces.
Seu apelo era perene.
Minha vontade só uma;
Partir!

A cada golpe de Asa
Os céus se rasgavam 
Me abrindo passagem.
E a Luz se revelou um rosto,
Um nome,
Uma pessoa,
Uma Alma me esperando.
Sorrindo.

Meu Coração se inflamou!
Meu Ser rugiu!
De Vitória e Felicidade!

Ele estava ali,
Apenas 
Esperando.
Me esperando.

Firme nas minhas garras o raptei
Num arrebatamento mágico
Para construir o Futuro:
Nós!


(Dedicado a AST, com todo o meu Amor)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Phoenix

Phoenix irisada

Ergo-me, qual espectro
Das cinzas incandescentes
Em que me enterraram.

Mas não me derrotaram.
Quem pode acusar?
Apenas os Deuses Julgam.

Derrubado, castigado, mutilado
Eu permaneço Eu!

Apenas me submeto ao meu Senhor!
Anpu Amado!
E à Sua Vontade,
O Caminho que ele me Indica e Aponta.

Pois sei,
Que aí colherei os Frutos de Ouro,
Os Aromas da Virtude.
A Paz de me regenerar a cada passo.

Me lanço
De novo e sempre,
No Voo intrépido da Vida.
Quem puder
Que me acompanhe.
Os débeis ficarão para trás.

Minhas Asas são o Fogo da Vontade!

O meu Voo é Alto e Além!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

No Deserto de Seth

O Tempo parou!

A Terra respira
E Eu respiro com Ela.

No Deserto de Seth 
Encontrei tranquilidade.

Ré me abraçou,
No aconchego das suas Flamas
De Amor e Vida.

Sou um novelo ressequido
Soprado pelo Vento.
Vou ao sabor da Luz.

Meu poiso é Nenhures.

Aspiro a Paz.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Não Perdido

Cego,
Mas não perdido,
Avanço!

Minhas garras sangram o solo
Ao caminhar
Arrasto comigo
O peso das asas tolhidas,
Rasgadas,
Mas não amputadas.

O Tempo é meu Mestre.

Sinto no ar denso
A pestilência da degradação
Os gemidos e lamúrias que me rodeiam
Ao passar.

Meu Coração está longe!
Minha Alma almeja Alto!

Moribundos sem redenção não me deterão!

Meu propósito é chegar!
Meu destino...
Apenas o Meu Senhor Anpu o sabe.